04 Feb 2012 17:37:21

Especialistas ensinam a usar a web a seu favor, na hora de se informar sobre saúde

RIO - Os excessos provocados pela cybercondria incluem os riscos do autodiagnóstico e da automedicação, esta um sério problema no país, mesmo antes da popularização dos meios digitais. Os especialistas que estudam o assunto defendem que a melhor forma de evitar exageros que coloquem os pacientes em risco é a contextualização das informações, a checagem das fontes e a prática de tirar dúvidas que surjam das pesquisas online com os médicos.

- Ler informação na internet sem contextualizar, sem conferir diversas fontes pode ser um problema - diz Wilma Madeira, pesquisadora da Usp.

- Adquirir informação sobre saúde pode gerar uma busca por uma opção de vida dita saudável. Por outro lado, pode gerar um ansiedade fenomenal nas pessoas. Por exemplo, se você tem uma doença degenerativa, entra na internet, começa a ler sobre adoecimento e a ver fotos das pessoas com sequelas daquela doença - afirma Helena Garbin, da Fiocruz, que completa: - É claro que as pessoas sempre tiveram avó, livros, vizinhos, mas a quantidade de informação e a facilidade da web são insuperáveis.

A especialista explica que o autodiagnóstico e a automedicação não dependem da qualidade da informação. Muitas vezes, os dados estão corretos, mas os tratamentos são individualizados: cada pessoa reage de forma diferente.

- Você pode encontrar respostas para seus sintomas, achar que tem determinada doença, tomar o remédio e vir a morrer, porque aquela não era a melhor terapia para você, porque você não podia tomar aquela medicação, ou porque aquela não era a sua doença.

Para evitar este tipo de problema e usar a web para adquirir mais conhecimento, melhorando sua relação com o médico, Helena, Wilma e Gerson Zafalon, do Conselho Federal de Medicina, são unânimes em dizer que a melhor forma de lidar com a informação sobre saúde é conferi-la com o médico.

- À medida em que as pessoas têm cada vez mais dúvidas e e questionamentos, buscam outras fontes e passam a acreditar nela, o autodiagnóstico tende a crescer. Mas o legal é o paciente que busca, leva dúvidas e informações ao médico. Facilita o trabalho, leva novidades e ajuda na relação - defende Helena.

Sites oficiais, de universidades, de governos, inclusive o do Ministério da Saúde, entram na lista de fontes de informação confiáveis. Mas as comunidades virtuais de pacientes que se reúnem para falar sobre médicos, tratamentos e sintomas também levam crédito, por permitirem a troca de experiências que só quem enfrenta uma doença tem.

Outra dica, diz Helena, é consultar sempre a parte do "quem somos" do site, onde as pessoas podem conferir mais informações sobre os autores, o que pode dar mais segurança ao leitor. Além disso, a comparação com outros sites é bem-vinda.

- Considere a internet como instrumento útil para maiores informações sobre um problema, mas isso jamais substituirá a relação médico-paciente - defende Gerson.

03 Feb 2012 20:10:54

Mortes por malária no mundo são o dobro do estimado anteriormente

RIO - A malária mata mais de 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo por ano, cerca do dobro da quantidade estimada anteriormente, de acordo com uma nova pesquisa publicada nesta sexta-feira que questiona anos de pressupostos sobre a doença transmitida por mosquitos.

Estudos realizados anteriormente negligenciaram centenas de milhares de mortes porque assumiram erroneamente que a grande maioria das vítimas de malária eram bebês e focavam as análises em crianças com menos de cinco anos, afirmam pesquisadores do Instituto de Metrologia e Avaliação de Saúde (IHME) nos Estados Unidos.

O novo estudo, publicado na "Lancet", descobriu que 42% das mortes ocorriam entre crianças mais velhas e adultos. O número maior de vítimas mostrou a necessidade de aumentar o financiamento da luta contra a malária, mesmo quando os governos se sentem pressionados a cortar os orçamentos em meio à crise econômica global, afimam os pesquisadores.

03 Feb 2012 19:38:31

Qual é o seu problema: quando o coração trabalha fora do ritmo

RIO ? Na novela ?Fina Estampa? da TV GLOBO, o lutador Wallace Mu teve que abandonar a profissão porque sofre de miocardiopatia hipertrófica, uma doença grave do músculo do coração e que pode causar morte súbita. Estima-se que uma em cada 500 pessoas sofrem deste problema. O cirurgião cardiovascular Ricardo Miguel Francisco, da Clínica São Vicente e do Hospital TotalCor da Amil, diz como diagnosticar e tratar a alteração.

O GLOBO: O que é miocardiopatia hipertrófica? Quais são as causas da doença?

RICARDO MIGUEL FRANCISCO: É o espessamento do músculo cardíaco, geralmente de origem hereditária. E 50% dos descendentes de pessoas com este problema vão apresentá-lo. Às vezes, é consequência de hipertensão arterial ou problemas nas válvulas do coração. Os sintomas geralmente são fadiga, palpitações (arritmias), dor no peito, desmaios. Mas pode ser a morte súbita. Existem muitos casos sem sintomas, o que dificulta o diagnóstico. Um em quatro pacientes apresenta a forma obstrutiva septal assimétrica, que dificulta a passagem livre do sangue do ventrículo esquerdo para a aorta. Durante a prática de exercício físico isto piora, devido ao aumento da frequência cardíaca e do esforço do coração, gerando arritmias graves e alto risco de morte súbita. Este pode ser o caso do personagem Wallace Mu. A hipertensão e doenças das válvulas podem levar à hipertrofia cardíaca secundária, porém esta é outra doença.

O GLOBO: Como é feito o diagnóstico da doença?

RICARDO MIGUEL: O diagnostico leva em conta os sintomas, as queixas do paciente, porém são essenciais exames de eletrocardiograma e ecocardiograma. E, em casos mais difíceis, se faze a cardiorressonância e o cateterismo cardíaco. É importante fazer ainda a avaliação de risco de complicações e o estudo familiar, a percentagem de mortes em uma família.

O GLOBO: Como é o tratamento?

RICARDO MIGUEL: Anticogulantes para evitar trombos, estudo eletrofisiológico com cateter para ver o risco de morte por arritmia. Se este for alto, será feito o implante de cardiodesfibrilador, dispositivo semelhante a marcapasso que detecta e interrompe a arritmia. Há drogas para controle das arritmias; tratamento com cateter no caso de hipertrofia septal; e cirurgia, com ótimos resultados. Metade dos pacientes terá vida normal. Estão contraindicados exercícios extenuantes. Pacientes tratados serão liberados para exercícios de pouco esforço, melhorando seu bem-estar.

03 Feb 2012 19:38:09

Exame clínico e teste ergométrico são essenciais antes de correr

RIO ? O mais importante antes de sair correndo é procurar um médico para se submeter a exames clínicos e cardiológicos. É fundamental, por exemplo, a realização de um teste ergométrico num laboratório especializado. Nesta avaliação, o cardiologista verificará se o praticante está em condições de iniciar a prática da corrida sem riscos. Isto vale também para pessoas acostumadas a correr. Esse cuidado previne doenças cardíacas, lesões musculares e ortopédicas.

Em um primeiro momento, o corredor iniciante deve receber orientação com relação ao cuidado com a postura durante o treino ou a competição, diz o treinador Cleber Guilherme. O ideal é iniciar aos poucos, correndo até 15 minutos diariamente e aumentar a distância progressivamente (cinco minutos a cada semana). Sedentários há muito tempo devem começar com caminhada e passar ao trote leve após três a quatro semanas, dizem treinadores de corrida.

? Quem está iniciando a correr deve aprender a controlar a intensidade e o volume de treinamento. Em relação à intensidade, o uso de um monitor cardíaco é fundamental, porque este tipo de aparelho facilita um controle preciso de uma forma simples. O volume de treino também deve ser observado. O aumento da quantidade de quilômetros percorridos na semana deve ser gradual, não ultrapassando 10% a 15% por semana. Recomendo ainda que a primeira prova do iniciante seja de aproximadamente 5km. Uma ao mês é o ideal, ou duas no máximo, com um intervalo de pelo menos duas semanas entre uma e outra ? ensina Guilherme.

Outra orientação importante é a escolha do calçado, que deve ser de acordo com a pisada do praticante, diz o professor. Um ortopedista pode avaliar melhor cada caso. Há inclusive exames específicos para isso, como o de baropodometria. O equipamento tem uma plataforma que lembra uma esteira para caminhada e corrida. Em sua superfície, sensores registram as diferentes pressões exercidas nos pés com a pessoa parada, caminhando ou correndo. Então, os dados coletados são enviados para a análise computadorizada, e mostram, por exemplo, a distribuição de peso entre os pés e estabilidade. Sem este exame dá para ter uma ideia.

? Como dica para a escolha do tênis, o praticante deve observar em que parte ocorre o desgaste na parte anterior do solado. Se o desgaste é uniforme, a pisada é classificada como neutra; se o desgaste ocorre do lado externo, a pisada é supinada; e se ele ocorre do lado interno da parte anterior do solado a pisada é pronada ? explica Guilherme.

O treinador Vinicius Zimbrão, da Velox Fitness, lembra que a principal causa de lesão na corrida não é o tipo de terreno onde se pratica ou calçado, mas o excesso de treinamento com progressão exagerada de volume e intensidade.

A prática de musculação ajuda a melhorar a performance na corrida. Neste caso, os exercícios de força devem levar em conta não somente a musculatura das pernas, mas de toda a estrutura do corpo.

03 Feb 2012 19:30:43

Buscas sobre saúde na web geram fenômeno da ?cybercondria?

RIO - Muitos brasileiros já descobriram que internet facilita a vida quando o assunto é saúde. Mas poucos sabem onde obter informações de fato confiáveis sobre o tema. No Brasil, 35% dos internautas procuram sites dedicados a assuntos de saúde, de acordo com a pesquisa de 2010 do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação. Outro estudo global, publicado em 2011 pelo Instituto Ipsos, em parceria com a London School of Economics, revela uma demanda ainda mais forte: 86% dos internautas brasileiros disseram buscar assuntos de saúde. Apenas um quarto deles, no entanto, certifica-se de que a fonte é confiável. O problema é que esta multidão anônima pode começar a sentir os efeitos de uma ansiedade que os médicos já diagnosticam com a expressão ?cybercondria?, a mais nova versão da hipocondria, a mania de doença, que inclui riscos de automedicação e o autodiagnóstico.

Nos EUA, de acordo com relatório do Pew Research Institute, 66% das buscas na internet sobre saúde são, na verdade, de internautas que querem saber mais sobre doenças. As pesquisas sobre saúde na web inspiraram a criação de um site chamado Dr. Google, que, com nome e interface bem parecidos ao do mais famoso buscador mundial, oferece resultados sobre doenças, medicamentos, sintomas... E tudo sem o consentimento da empresa californiana. Procurada pela reportagem do GLOBO, a assessoria de imprensa da Google no Brasil informou que encaminhou o caso para o seu setor jurídico.

A cybercondria acontece, por exemplo, quando uma simples googlada sobre um sintoma faz a pessoa acreditar que sofre de uma doença grave. O cardiologista Cláudio Domênico já recebeu em seu consultório no Rio uma paciente que achava ter um tumor na cabeça, porque, depois de abrir um exame e tentar entender o que os termos técnicos significavam, ela se equivocou e digitou no buscador uma palavra errada. Foi o suficiente para acreditar que estava com câncer quando, na verdade, estava perfeitamente saudável.

O susto também tomou conta do operador de torno José Savassa, de 46 anos, que sofre de uma doença reumática e foi orientado pelo médico a se informar na web sobre o problema. Nas buscas, ele se deparou com fotos de pessoas com problemas sérios. E levou as dúvidas ao consultório:

? Foi uma longa consulta. Fiquei assustado com o que vi, mas serviu para que eu me cuidasse melhor.

Gerson Zafalon, do Conselho Federal de Medicina (CFM), alerta que a ansiedade causada por dados descontextualizados pode traumatizar:

? Não é incomum psiquiatras receberem pacientes com distúrbios de comportamento agravados por desinformações originadas na web.

A repercussão enorme que tópicos negativos ganham na internet também agrava a ansiedade dos usuários, na opinião da pesquisadora Wilma Madeira, da USP:

? Se uma pinta parecer câncer para um usuário, há mais chances de ele encontrar resultados alarmantes, dizendo que pinta pode levar à morte, do que tranquilizadores, mostrando que aquele sinal não é grave.

Wilma diz que a cybercondria ocorre com quem já sofre de hipocondria:

? Eu não acho que a web amplia o número de hipocondríacos, mas facilita o acesso a quem tem esse distúrbio.

Para evitar sustos, Gerson Zafalon aconselha que as buscas sejam feitas após o diagnóstico, e direcionadas para informações sobre tratamentos e experiências. Diversificar fontes, debater dúvidas com os médicos e buscar sites de instituições como governos e universidades ajudam. Para Wilma, são meios de manter o que a web traz de melhor: conhecimento e autonomia.

03 Feb 2012 19:30:20

Velocidade e esforço máximo debaixo d?água

RIO ? Nos primeiros minutos, parece fácil e lembra aula de hidroginástica. Mas é só aquecimento. Aos poucos, os corredores aquáticos aumentam a velocidade, sem perder o fôlego. Para exigir maior esfoço e tornar a aula de Acqua Running divertida, o professor pede para eles usarem flutuadores, halteres, caneleiras, cama elástica e outros acessórios. Resultado: gasto calórico médio de 500 quilocalorias em 45 minutos. E qualquer um pode praticar, diz o professor Thomas Lucke, da Academia Velox Fitness.

? O treino se assemelha à corrida em outros ambientes, como asfalto e esteira, com a vantagem de causar menos impacto nas articulações. Além disso, o corredor trabalha bem os braços, ao usar halteres de três quilos. O esforço é grande, mas cada um corre em seu ritmo. Temos uma tabela de intensidade para o treino na piscina que vai de zero a dez, sendo dez extremamente forte ? explica Thomas.

As aulas são em fases ou blocos, o que permite o treino intervalado, ou seja, um período de ritmo mais intenso e outro de calma e recuperação, assim como na corrida em diferentes terrenos. Além dos benefícios da corrida, como melhor capacidade cardiorrespiratória, fortalecimento das pernas e bem-estar, a Acqua Running reforça o músculo core, ou seja, a musculatura abdominal e a de parte das costas. Os deslocamentos são realizados com ou sem apoio dos pés no piso.

? Com os acessórios, aumentamos ainda mais a resistência na água ? explica o professor.

O treinador Cleber Guilherme diz que a prática de Acqua Running é recomendada inclusive para os corredores que estão se recuperando de lesões e não querem ficar parados, mas precisam evitar impactos. Para o funcionáro público e triatleta Diego Porto, é um ótimo complemento ao treino.

? Participo de provas de Ironman, e a corida dentro da piscina é uma forma de treinar sem estressar músculos e articulações. Você faz os mesmos movimentos, com menos impacto ? diz.

Para o professor Vinicius Zimbrão, da Velox, se o objetivo é correr no asfalto, os outros terrenos são excelente opções para variar, mas não podem ser o principal.

03 Feb 2012 19:21:49

Corrida até dentro da piscina

O interesse pela corrida só aumenta. Tanto que a última Maratona do Rio, com três provas diferentes, teve 20 mil corredores. Mas qual é o melhor lugar para correr e queimar calorias? Esteira, asfalto, areia da praia ou piscina. Isto mesmo, piscina. Correr dentro da água, com flutuadores e acessórios, é uma excelente opção para entrar em forma sem enfrentar o calor da rua ou de salas de running. O ideal, antes de acelerar, é saber os prós e contras de cada terreno ou ambiente.

A escolha dependerá do objetivo e da fase de treinamento do praticante, ensina Guto Ferrari, coordenador de running da academia Velox Fitness. E, quanto mais ele puder variar, com a orientação de um profissional de Educação Física, melhor o resultado.

? Assim como na musculação, na corrida é preciso mudar com frequência o programa de treino e, se possível, o ambiente. Na esteira, principalmente no caso de iniciantes, é mais fácil controlar o ritmo. Quem se exercita nas ruas sem estar preparado para isso só tem três velocidades: caminhada, trote e corrida desesperada ? comenta Ferrari.

Qualquer que seja a modalidade, há benefícios e cuidados a serem tomados, diz o treinador Vinicius Zimbrão, atleta da equipe Oskalunga de corrida de aventura. Na esteira, o ambiente é controlado: ela permite usar diferentes velocidades e inclinações e causa menos impacto nas articulações. Só que a esteira não reflete a realidade. Por exemplo, diferentemente do asfalto, o corpo não se desloca em relação ao ambiente, e o cenário é entediante. Porém, no asfalto, temos um maior impacto nas articulações e mais acidentes.

? Na areia da praia, o corredor sofre menos impacto nos tornozelos, nos joelhos, no quadril e na coluna, há maior exigência dos músculos das pernas e das coxas e se trabalha mais o equilíbrio. Por isso, há maior gasto calórico do que no asfalto, o que permite uma maior perda de peso. É também um bom ambiente para melhorar o condicionamento e a velocidade nas corridas em asfalto. O lado ruim é o maior perigo de de cortes, calos, bolhas e desidratação. Como a areia requer maior esforço, não é terreno indicado para sedentários ou iniciantes, especialmente os com problemas posturais, devido à inclinação ? diz Zimbrão.

Já o treinador Cleber Guilherme, do Centro de Excelência Esportiva do Ibirapuera, afirma que o melhor terreno para correr é gramado ou trilha de terra batida. Estes pisos absorvem até 30% do impacto, o que é bastante, pois cada passada causa sobrecarga nas articulações de até três vezes o peso do próprio corpo:

? A queima de calorias está mais associada à intensidade do que ao terreno.

03 Feb 2012 19:00:00

Dentistas investem na era 3D

V ocê está prestes a viajar e uma coroa simplesmente cai da boca. Ou tem pouco tempo disponível e descobre que vai precisar de uma ponte. Ou tem horror de dentista, e, quanto menos tempo no consultório, melhor. Em qualquer destas situações, uma tecnologia diferente, que permite substituir uma prótese antiga ou instalar uma nova em uma única consulta, pode ser útil. Trata-se do Cerec, um equipamento alemão, composto de um escâner intraoral e uma máquina de fresagem, e de uma técnica suíça que, juntos, permitem ao dentista confeccionar restaurações no consultório, sem precisar enviar um molde para um laboratório. O tratamento custa de 10% a 20% mais que o convencional, mas os profissionais das poucas clínicas que já o utilizam no Rio ? são menos de dez ? dizem que, além da praticidade, há outras vantagens: as próteses têm medidas mais precisas, não levam metal e duram mais que as antigas.

? Conseguimos chegar ao ?day clinic?: confeccionamos uma coroa de cerâmica em dez minutos, e, em uma hora e meia, concluímos todo o trabalho, do preparo à colocação ? diz Fabio Browne de Paula, da Clínica Browne de Paula, no Centro da Cidade, uma das que já têm o tratamento. ? Com esta técnica, podemos criar até pontes com três, quatro dentes. A aceitação tem sido ótima, porque não tem nada mais chato do que ir e voltar várias vezes ao dentista para fazer o molde, colocar um provisório, provar o bloco, fazer ajustes...

Na Clínica Browne, o método é usado desde novembro, e já conquistou a maioria da clientela, que prefere pagar entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil por uma coroa cerâmica, em vez de R$ 1,8 mil a R$ 2 mil, e resolver o problema num só dia. O preço varia de acordo com o número de dentes e o tamanho das próteses, que podem ser feitas de materiais como zircônia, silicato de lítio e alumina.

Na técnica convencional, o dentista diagnostica o problema, faz um molde da prótese e o envia para um laboratório protético. Depois, prepara a região da boca onde será inserida a prótese e coloca ali uma restauração provisória. Quando a definitiva chega ao consultório, retira a provisória, coloca-a no lugar da antiga e faz os ajustes. Com sorte, cimenta-a a seguir e pronto. Mas é comum ter de enviá-la novamente ao protético para adaptações, e depois testar outra vez o resultado com o paciente. Tudo isso leva cerca de quatro sessões.

Com a técnica suíça, o procedimento é rápido e preciso: o dentista faz a imagem tridimensional da região a ser trabalhada com um escâner e prepara o paciente para receber a prótese. Depois, num computador, determina os padrões que a prótese terá, inclusive a cor. Pode fazê-lo recorrendo a um banco de imagens com mais de dez mil opções ou estabelecer parâmetros individuais para aquele cliente. O programa calcula exatamente as dimensões do modelo, corrige possíveis erros e envia os dados à máquina de fresagem. O dentista, então, insere um pequeno bloco prensado de cerâmica na fresadora e, dez minutos depois, tira-o de lá, esculpido e pronto para ser cimentado na boca do paciente, quase sempre, sem necessidade de ajustes. Para aprender a técnica, Browne fez um curso na Alemanha.

O equipamento exige um investimento de cerca de R$ 300 mil. Para o dentista José Umberto De Luca, da Clínica De Luca, no Leblon, pioneira da técnica no Rio, o número de profissionais que usa esta tecnologia só tende a crescer.

? As medidas dos blocos na técnica 3D são mais precisas. e, no futuro, todo mundo vai ter uma máquina dessas no consultório. Tanto é que a Sirona, subsidiária da Siemens que a fabrica, abriu escritório em São Paulo no ano passado, apostando no aumento das vendas. E outros fabricantes vêm investindo em equipamentos semelhantes. Com isso, os preços do tratamento para os pacientes vão cair ?? aposta.

03 Feb 2012 19:00:00

O melhor das novas restaurações

SEM PROTÉTICO: Não há molde a ser enviado para um protético nem restaurações provisórias. O dentista escaneia a boca do paciente, determina como vai ser a prótese e envia os dados para a fresadora, que modela um bloco cerâmico.

TEMPO: Em dez minutos, sai pronto o bloco a ser cimentado na boca do paciente. Com isso, em vez de cerca de quatro sessões, pode-se resolver tudo numa só.

PRECISÃO: A máquina analisa imagens da região a ser trabalhada, da sua antagonista (o lado esquerdo da arcada inferior, se o dentista for trabalhar na superior esquerda, por exemplo) e da mordida (oclusão). Não erra, e ainda corrige o operador que a programar erroneamente.

AJUSTE: Não há intervalos entre os dentes, que ficam bem próximos um dos outros, como os naturais, e ajustes são incomuns.

SEM METAL: Em vez de amálgama ou ouro, as próteses levam zircônia, alumina ou silicato de lítio. A retração da gengiva é menos comum, e a durabilidade da prótese aumenta.

03 Feb 2012 18:14:59

OMS anuncia US$ 785 milhões para combater doenças comuns em países pobres

BRASÍLIA ? A Organização Mundial da Saúde (OMS) quer erradicar 17 doenças e enfermidades comuns em países pobres e em desenvolvimento, como hanseníase e Chagas, no período de 2015 a 2020. Na tentativa de conter o avanço dessas doenças, a entidade vai investir US$ 785 milhões. A ideia é incentivar programas locais de distribuição de medicamentos e tratamento de saúde. As informações são da OMS.

Na relação de doenças e problemas de saúde também estão cisticercose, dengue, tripanossomíase humana do tipo africano, leishmaniose, filariose linfática, raiva e esquistossomose, além de consequências de picadas de cobra, por exemplo.

A decisão foi anunciada na última quinta-feira durante uma reunião de especialistas, em Londres, no Reino Unido. Na reunião, foi aprovado um roteiro definindo as prioridades para erradicar as chamadas doenças tropicais negligenciadas.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a reunião de ontem foi ?histórica e sem precedentes?. Segundo ela, há uma confiança coletiva de que será possível erradicar essas doenças até o final de 2020. A diretora-geral lembrou ainda que as ações devem reunir as iniciativas públicas e privadas.

 

Noticias del Mundo - Diario O Globo

Diario O Globo, Viver Melhor, Diarios mundiales, nacionales e internacionales. Periodicos, diarios, semanarios, noticias, gacetillas, medios de comunicacion, portales y sitios en Internet, 03 Feb 2012 18:14:59

Guía mundial de diarios y periódicos de todo el mundo, clasificados por países.

Todos los periódicos del día. Toda la prensa de hoy.

Actualidad del mundo, prensa económica, diarios deportivos, periódicos regionales y diarios locales.

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