04 Feb 2012 05:00:00
A tensão reinante durante todo o recesso do Judiciário, devido ao embate sobre o alcance de prerrogativas da corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi dissipada na quinta-feira da melhor maneira possível. O temor da desidratação do conselho, peça essencial no processo de reforma do Poder iniciado no final de 2004, terminou afastado, por seis votos a cinco, em mais um histórico julgamento do Supremo Tribunal Federal.
Logo no primeiro dia do recesso, em dezembro, o ministro Marco Aurélio Mello aceitara pedido de liminar da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) para cassar do CNJ o poder de, por sobre as corregedorias dos tribunais, investigar denúncias contra magistrados. Foram semanas de pressões de lado a lado, amplificadas por revelações sobre o trânsito de muito dinheiro por contas bancárias de juízes e funcionários de tribunais, movimento detectado pelo Coaf, órgão federal de vigilância na repressão à lavagem de dinheiro. E subjacente a todo este clima ainda ressoava a frase infeliz da corregedora Eliana Calmon, do CNJ, acerca de supostos ?bandidos de toga?.
Mas, com apoio majoritário no STF, o conselho manteve a prerrogativa, e com isso o corporativismo, infelizmente uma das marcas do Judiciário ? como também do jornalismo, medicina etc ? que move as associações de magistrados saiu derrotado. Mas não significa que os cinco ministros derrotados ? Marco Aurélio, Cezar Peluso, presidente da Corte e do CNJ, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Luiz Fux ? tenham julgado o caso como agentes da corporação. Isso porque em nenhum momento esteve em questão a competência do Conselho de investigar juízes, importante nuance para a qual chamara a atenção, de certa maneira, o próprio Peluso, em discurso, quarta-feira, na cerimônia de abertura do ano jurídico. A depender das corporações, o CNJ seria um cão de guarda sem mandíbulas.
O que se julgava era se o conselho poderia, por iniciativa própria, agir, ou, antes, teria de se justificar e até mesmo esperar a atuação das corregedorias regionais, geralmente lentas. Acharam que não há esta necessidade a estreante ministra Rosa Weber ? depois de resistir a uma pressão pouco protocolar de Marco Aurélio Mello ?, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Ayres Britto e Dias Toffoli.
O desfecho do julgamento transcende o caso em si. Com ele, reforça-se o movimento a favor da transparência no Judiciário, mantida intacta a independência funcional do magistrado. Fortalece-se, ainda, a pressão na sociedade brasileira contra a corrupção, praga que ameaça até a Justiça, como se constata em denúncias recentes. Fica, também, uma lição ao Executivo e ao Legislativo. Se a Justiça, Poder historicamente fechado, abre portas, janelas e se dispõe a cortar na carne no combate ao ?malfeito?, por que governos e Casas legislativas não vão pelo mesmo caminho? Este é um julgamento que fortalece o STF como guardião da Carta, crucial para a estabilidade jurídica e institucional no país. E, para ser coerente, deveria o STF aprovar o quanto antes a entrada em vigor da Lei da Ficha Limpa.
04 Feb 2012 05:00:00
Salvo impedimentos de última hora, o leilão de concessão de três grandes aeroportos (Guarulhos, Campinas e Brasília), programado para esta segunda-feira, deverá ser um grande sucesso. Onze consórcios entregaram à Bovespa envelopes com suas propostas, acreditando-se que, com isso, haverá uma acirrada disputa. Os consórcios englobam grandes companhias brasileiras dos ramos da construção pesada e da engenharia, que já acumulam boa experiência na administração de rodovias e terminais portuários. Integram esses consórcios grupos que operam aeroportos no exterior, com grande eficiência.
Depois do leilão, certamente ficará no ar a pergunta: por que não fizemos isso antes? Diante do enorme crescimento da demanda por transporte aéreo no Brasil e dos problemas enfrentados nos últimos anos, estava mais do que evidente que o antigo modelo de infraestrutura aeroportuária, baseado em uma única companhia 100% estatal, havia caducado.
O modelo foi concebido com a premissa que os aeroportos mais rentáveis poderiam financiar investimentos e manutenção de outros com menos movimento, sem receitas suficientes para se autossustentar.
A longa crise nas finanças públicas impedia que o Tesouro fizesse aportes de capital substanciais na empresa estatal, a Infraero, de modo que o próprio sistema de infraestrutura aeroportuário teria que gerar nele mesmo as receitas para se viabilizar.
Esse modelo funcionou aos trancos e barrancos, pois exigia um grau de agilidade gerencial impossível de ser alcançado por uma estatal como a Infraero, sujeita a procedimentos demorados e burocráticos, além de influências políticas repulsivas. Por outro lado, o regime de concessões se mostrava mais eficaz em uma série de serviços públicos, especialmente nas áreas de transportes terrestres (rodovias e ferrovias) e terminais portuários. No entanto, o regime de concessões não pode ser desatrelado do rol das privatizações, alvo da ira do PT e de seus aliados por muito tempo.
Nos setores de infraestrutura (como energia elétrica, telecomunicações, rodovias e ferrovias), o governo Lula até deu continuidade às concessões de serviços públicos, mas sempre procurando enfatizar que o modelo tinha sido ?aprimorado? ? o que também seria óbvio, pois houve um aprendizado com o passar dos anos, e a experiência indicava falhas e necessidades de aperfeiçoamento.
Mas, no caso dos aeroportos, a insistência em se manter o modelo estatal corporativista até destoava na matriz de transportes, chegando às raias do absurdo. O risco de um vexame internacional nos grandes eventos que serão realizados no país nos próximos anos parece ter quebrado essa resistência. O país testará agora um novo modelo, híbrido, com participação minoritária da Infraero. São muitos os exemplos de aeroportos sob concessão bem administrados ao redor do mundo, de modo que não estaremos reinventando a roda.
Para a Copa do Mundo de 2014, talvez já não seja possível que a mudança de modelo produza os resultados esperados. Mas certamente com ele será mais fácil pôr em prática ajustes emergenciais que evitem o vexame.
03 Feb 2012 16:25:36
1) O PAÍS ? p. 3 ? STF mantém poderes do CNJ
- ...o ministro Marco Aurélio Mello havia dado liminar restringindo...
Crítica: cacofonia
Certo: ...o ministro Marco Aurélio Mello tinha dado (ou dera) liminar restringindo...
2) O PAÍS ? p. 3 ? Tempos difíceis/Merval Pereira
- segunda coluna: ...uma taxa que a França cobrará sozinha ?para dar o exemplo?, mas que pode fazer com que muitos negócios saiam da França.
Crítica: repetição de ?França?
Certo: ...uma taxa que a França cobrará sozinha ?para dar o exemplo?, mas que pode fazer com que muitos negócios saiam de lá.
Ou então: ...uma taxa que a França cobrará sozinha ?para dar o exemplo?, mas que pode fazer com que muitos negócios saiam do país.
3) O PAÍS ? p. 13 ? Novo ministro é alvo de investigação no STF
- ...sua aliança com o grupo de Ciro Nogueira (PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PE) estão entre suas principais credenciais.
Crítica: erro de concordância
Certo: ...sua aliança com o grupo de Ciro Nogueira (PI) e do deputado Eduardo da Fonte (PE) está entre suas principais credenciais.
4) O PAÍS ? p. 13 ? Novo ministro é alvo de investigação no STF
- segunda coluna: Aguinaldo Ribeiro se sobressaiu pelo alto número de projetos apresentados ? em todas às áreas.
Crítica: mau uso do acento grave (só há artigo...)
Certo: Aguinaldo Ribeiro se sobressaiu pelo alto número de projetos apresentados ? em todas as áreas.
5) O PAÍS ? p. 14 ? ?Camburão? derruba diretor de polícia do DF
- ...o jornalista Edson Sombra tornou público em seu blog a gravação de uma conversa que teve com Onofre...
Crítica: erro de concordância nominal
Certo: ...o jornalista Edson Sombra tornou pública em seu blog a gravação de uma conversa que teve com Onofre...
Melhor ...o jornalista Edson Sombra tornou pública, em seu blog, a gravação de uma conversa que teve com Onofre...
6) O PAÍS ? p. 14 ? ?Camburão? derruba diretor de polícia do DF
- terceira coluna: ?...e eu aposentado vendo, pede para a diretora ir lá tirar ele.?
Crítica: falta do ?sic? ou erros na regência do verbo e no emprego do pronome pessoal
Certo: ?...e eu aposentado vendo, pede para a diretora ir lá tirar ele (sic).?
Certo: ?...e eu aposentado vendo, pede que a diretora vá lá tirá-lo.?
7) O PAÍS ? p. 14 ? ?Camburão? derruba diretor de polícia do DF
- quarta coluna: ...serve-se no frigobar e também numa bomboniére no centro da mesa.
Crítica: grafia em desacordo com VOLP/ABL
Certo: ...serve-se no frigobar e também numa bonbonnière no centro da mesa.
8) O PAÍS ? p. 15 ? Presa quadrilha que desviava remédio do SUS
- ...prendeu ontem 12 pessoas acusadas de desviar medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de câncer do e revendê-los para clínicas particulares e farmácias.
Crítica: ?do? a mais
Certo: ...prendeu ontem 12 pessoas acusadas de desviar medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamento de câncer e revendê-los para clínicas particulares e farmácias.
9) O PAÍS ? p. 17 ? Paraguaios ameaçam invadir terras hoje
- Pelo rádio transmissor, Rosalino Casco...
Crítica: erro de grafia: com a reforma, o prefixo ?radio-? se junta à palavra seguinte, exceto antes de ?h? e ?o?, quando se usa o hífen
Certo: Pelo radiotransmissor, Rosalino Casco...
10) RIO ? p. 19 ? Cortejo para Iemanjá faz homenagem às vítimas
- ...fez uma parada ontem em frente a Avenida Treze de Maio, onde três prédios desabaram na semana passada.
Crítica: falta do acento grave: indicador da crase
Certo: ...fez uma parada ontem em frente à Avenida Treze de Maio, onde três prédios desabaram na semana passada.
03 Feb 2012 05:00:00
Estima-se que cerca de 350 mil brasileiros vivam no Paraguai. Boa parte deles são os chamados ?brasiguaios?, que se dedicam à agricultura em regiões próximas à fronteira com o Brasil. Crises periódicas envolvem a situação desses brasileiros no país vizinho, como agora: milhares de trabalhadores rurais sem terra paraguaios acamparam próximo às fazendas dos brasiguaios ? em alguns casos dentro delas ? para exigir a posse de 167 mil hectares que, na opinião deles, deveriam passar às mãos dos paraguaios.
Os agricultores reclamam o cumprimento de promessas do presidente Fernando Lugo de se empenhar na solução dos problemas fundiários do país. Querem, claro, como primeira providência, a expulsão dos brasiguaios. Os chamados carperos (que vivem em carpas, tendas em português) se valem de uma lei de 2005, segundo a qual estrangeiros não poderiam comprar terras a 50 quilômetros da fronteira. Em 2007, foi aprovada a Lei de Fronteira, que agravou a situação ao dispor que quem não estiver dentro de uma área definida pode ser expulso da propriedade. Os brasiguaios chegaram muito antes dessas leis e são altamente produtivos, grandes cultivadores de soja, e contribuem bastante para a economia da nação vizinha. Muitos têm títulos de propriedade das terras, filhos nascidos no Paraguai e não pretendem deixar para trás tudo o que conquistaram com seu trabalho.
As autoridades paraguaias deslocaram forças policiais para os arredores das áreas ocupadas, mas é quase impossível que deem conta do problema, pois os sem-terra continuam chegando em massa à região. O encarregado de Negócios do Paraguai no Brasil, Didier Olmedo, afirmou que o governo Lugo está empenhado em encontrar uma solução, mas reconheceu, corretamente, que o assunto deve passar para a órbita dos tribunais.
Como se trata de brasileiros, a questão envolve o Estado nacional e mobiliza o governo num trabalho conjunto com as autoridades paraguaias, não só na busca de alternativas para o problema, como para evitar um agravamento de uma situação muito tensa que pode evoluir para um indesejável conflito na fronteira. O grande problema é a adesão do governo brasileiro, nos governos Lula e Dilma, à diplomacia companheira, que trata com deferência especial, às vezes em detrimento até dos interesses nacionais, líderes de países identificados com causas da esquerda latino-americana, num viés de ultrapassado confronto com os Estados Unidos.
Exemplos não faltam dessa atitude brasileira nos últimos anos. No início de seu primeiro governo, Lula tratou com brandura o programa de nacionalização do governo boliviano na área do gás, com prejuízo para a Petrobras, por identificação ideológica com o companheiro Evo Morales. Também o regime cubano tem sido alvo de atenções especiais por parte tanto de Lula quanto de Dilma, que acaba de encerrar visita ao país dos Castro, quando defendeu enviesadamente a ditadura na questão dos direitos humanos. Que a tendência não venha a se manifestar agora em que há brasileiros envolvidos numa situação difícil no Paraguai, apenas porque o presidente Lugo é outro companheiro. É preciso ser firme na defesa dos direitos dos brasiguaios.
03 Feb 2012 05:00:00
O medíocre comportamento da indústria no ano passado, quando o setor cresceu apenas 0,3% , serve para alimentar conhecidas teses sobre os efeitos maléficos da valorização do real na produção interna. O mau resultado ajuda a mobilizar caravanas de lobbies rumo a Brasília, em busca de ajuda estatal a este ou àquele segmento. Continua a haver em ambos os lados, escritórios do setor privado e gabinetes no governo, uma espécie de recusa a uma abordagem mais ampla, e correta, das dificuldades da indústria.
Não se discute, por suposto, que uma moeda valorizada desincentiva exportações e turbina importações. E é verdade que as compras no exterior, assim como gastos do turismo fora do país, cresceram bastante. O déficit comercial verificado em janeiro ? certamente a ser superado no decorrer do ano ? é um retrato desta situação: a média diária exportada no mês (US$ 733,7 milhões) foi apenas 1,3% superior à de janeiro de 2011, enquanto nas importações (US$ 792 milhões) ocorreu uma elevação de 12,3%. Não se pode esquecer, é certo, o efeito no déficit da queda no embarque de commodities importantes para o comércio externo do país, causada pela crise mundial.
Já deveria estar longe o tempo em que todos os problemas de competitividade do país no exterior seriam resolvidos pelo câmbio. No ciclo de política econômica autárquica, na ditadura militar, a moeda sofria minidesvalorizações diárias. Tempos que não voltarão mais, devido ao tamanho da economia brasileira, sua interconexão com o exterior e a consagração do modelo de câmbio flutuante, metas de inflação e busca por equilíbrio fiscal. A abordagem abrangente das dificuldades nacionais de competir tem de considerar todos os itens de composição do chamado ?custo Brasil?. Como é ilusório imaginar um câmbio muito desvalorizado, dada a atratividade da economia para investimentos externos diretos e financeiros, a única alternativa consistente é atacar os pontos frágeis do ambiente de negócios no país com uma política efetiva, com metas de curto, médio e longo prazos.
É imprescindível, portanto, voltarem com força à agenda nacional aquelas reformas que reduzem custos excessivos sobre a produção: a da questão tributária, o anacronismo da legislação trabalhista, a burocracia impenetrável, a precária infraestrutura de transporte, para citar itens-chave desta agenda. Brasília tem a tendência de baixar medidas tópicas, para aliviar pressões localizadas. Impostos são baixados setorialmente, simplificações na burocracia valem apenas para empresas menores, e assim por diante. Tudo acontece ao sabor dos lobbies. E assim o conjunto dessas medidas não chega a constituir uma política. Ao contrário, costuma criar distorções na economia como um todo, cujos efeitos, quando atacados, o são também no varejo. É assim que o país conseguiu criar um emaranhado de normas, regulamentos e leis no campo tributário, por exemplo. A conjuntura mundial não deve alimentar ilusões. Por isso, cortar de fato o custo Brasil é assunto estratégico.
02 Feb 2012 17:27:06
1) PANORAMA POLÍTICO ? p. 2 ? tópicos finais
- segundo: ...o líder do PTB, Gim Argello (DF), pediu para um padre ir lá fazer uma
reza.
Crítica: erro de regência
Certo: ...o líder do PTB, Gim Argello (DF), pediu a um padre que vá lá fazer uma
reza.
2) O PAÍS ? p. 3 ? ?Não há crise no Judiciário?
- E é o que, desde as origens, tem feito a magistratura como instituição, à qual foi a
primeira a criar, há séculos, as corregedorias.
Crítica: mau uso do acento grave [Não há preposição, só artigo, pois se trata de
sujeito.]
Certo: E é o que, desde as origens, tem feito a magistratura como instituição, a qual foi
a primeira a criar, há séculos, as corregedorias.
3) O PAÍS ? p. 3 ? ?Não há crise no Judiciário?
- Sem citar nomes, Peluso lembrou do assassinato de quatro magistrados
recentemente.
Crítica: erro de regência [?lembrar?, igual a ?citar?, não pede preposição]
Certo: Sem citar nomes, Peluso lembrou o assassinato de quatro magistrados
recentemente.
4) O PAÍS ? p. 4 ? STF adia para hoje conclusão de julgamento sobre poder do CNJ
- ...o conselho não pode ser transformado em ?super órgão? ou ?atuar sem qualquer...?
Crítica: erro de grafia: o prefixo ?super-? tem hífen antes de ?h? e ?r?; em outros casos,
junta-se normalmente
Certo: ...o conselho não pode ser transformado em ?superórgão? ou ?atuar sem
qualquer...?
5) OPINIÃO/editorial ? p. 6 ? Cacoete ideológico em Cuba
- Dilma pontificou que não se deve usar direitos humanos como arma política.
Crítica: erro de concordância
Certo: Dilma pontificou que não se devem usar direitos humanos como arma política.
6) O PAÍS ? p. 10 ? Em nota, deputado diz ser a favor da Lei Seca
- Cameli ressalta na nota ter cumprido todas as formalidades exigidas pela lei,
inclusive, utilizando o bafômetro, e que, em nenhum momento, utilizou-se da
prerrogativa do mandato como deputado.
Crítica: erro na colocação do pronome pessoal oblíquo átono
Certo: Cameli ressalta na nota ter cumprido todas as formalidades exigidas pela
lei, inclusive, utilizando o bafômetro, e que, em nenhum momento, se utilizou da
prerrogativa do mandato como deputado.
7) O PAÍS ? p. 11 ? Revista diz que texto contra tucanos foi erro
- última coluna: ?Lamento constatar que nem uma instituição como a Biblioteca
Nacional está a salva desse processo degradante.?
Crítica: erro na flexão de feminino
Certo: ?Lamento constatar que nem uma instituição como a Biblioteca Nacional está a
salva (sic) desse processo degradante.?
Ou então: ?Lamento constatar que nem uma instituição como a Biblioteca Nacional
está a salvo desse processo degradante.?
8) ESPORTES ? capa ? Noite de festa
- Agrade-o que ele transformará rapidamente o seu ambiente de crise numa grande
festa.
Crítica: erro de regência no emprego do relativo
Certo: Agrade-lhe que ele transformará rapidamente o seu ambiente de crise numa
grande festa.
Ou melhor: Agrade a ele, que rapidamente o seu ambiente de crise será
transformado numa grande festa.
9) SEGUNDO CADERNO ? capa ? ?Somos pacientes como Gandhi?
- ...paguem menos pelo uso de ônibus de uma das empresas que servem o bairro.
Crítica: erro de regência: falta da preposição ?a?
Certo: ...paguem menos pelo uso de ônibus de uma das empresas que servem ao
bairro.
10) SEGUNDO CADERNO ? capa ? ?Somos pacientes como Gandhi?
- ...a previsão é de que a reforma completa custe R$ 17 milhões.
Crítica: ?de? a mais
Certo: ...a previsão é que a reforma completa custe R$ 17 milhões.
02 Feb 2012 05:00:00
Na primeira visita a Cuba, a presidente Dilma Rousseff foi traída pelo passado. Não se esperava que abordasse o tema dos direitos humanos em público. Mas decidiu fazê-lo, numa cerimônia no Memorial José Martí, e cometeu o grave erro de tentar relativizar os fartos e conhecidos crimes cubanos nesta área, incluindo numa infeliz pensata os delitos cometidos pelos americanos na base de Guantánamo, na ilha, uma nódoa, de fato, na História dos Estados Unidos. Mas misturou coisas diferentes, na visível tentativa de, como é praxe em parte da esquerda brasileira, passar a mão na cabeça dos irmãos Castro. Dilma pontificou que não se deve usar direitos humanos como arma política. De fato, mas, dito isto, incorreu neste mesmo erro.
Ali, logo no início da viagem oficial, transformou-se em decepção a esperança que dissidentes tinham de que Dilma não repetiria a desastrada passagem de Lula pela ilha, no mesmo dia da morte de Orlando Zapata, um dos presos políticos de Fidel e Raul em greve de fome. De volta ao Brasil, comparou-os a prisioneiros comuns. O fato de o Brasil ter concedido visto à dissidente Yoani Sánchez, para ela vir ao país ao lançamento de um filme sobre a resistência em Cuba, alimentou as expectativas otimistas. Não que Dilma fosse discursar a favor dos cubanos perseguidos. Mas o silêncio em público poderia até levar a supor que o tema seria tratado em contatos privados.
? Ela agiu como Lula e não se interessou pelo povo cubano ? desabafou Berta Soler, porta-voz das Damas de Branco, grupo formado por mulheres e familiares em geral de presos políticos. Foi mais forte, infelizmente o cacoete ideológico da extrema esquerda brasileira do final da década de 60 e início dos anos 70. Vem deste grupo, marcado pela luta armada apoiada por Cuba, a paixão cega da juventude pelo castrismo. Não importa para eles que a ilha seja, ao lado da Coreia do Norte, o último bolsão de stalinismo medieval, quase um pleonasmo.
Contaminado, também, por antiamericanismo atávico, o cacoete levou a presidente a tentar equiparar um regime brutal com uma das mais sólidas democracias do mundo, que carrega, é verdade, a mancha de Guantánamo. É risível, porém, tentar colocar no mesmo verbete uma ditadura de mais de meio século, com inúmeros crimes cometidos contra os direitos humanos ? fuzilamentos, greves de fome e mortes, perseguições, etc ? no currículo.
O Brasil como nação e Estado pode e deve ajudar Cuba na transição para um regime mais arejado. Com a subida de Raúl Castro, na doença do irmão, ocorrem tentativas de alguma liberação na economia, mas ainda aquém do necessário a que alguns ingredientes do livre mercado possa aumentar a produção de alimentos, para livrar os cubanos de um já histórico racionamento. Investimentos como os em curso na infraestrutura cubana, com apoio financeiro e tecnológico brasileiro, são ações também bem-vindas.
Mas de nada adianta fingir que Cuba não continua a ser uma ditadura violenta. A relativização na leitura da História é sempre perigosa. Por meio dela termina-se até ?entendendo? por que Hitler fez o que fez com judeus, ciganos, homossexuais e artistas .
02 Feb 2012 05:00:00
Depois de bater Newt Gingrich nas primárias da Flórida por 46% a 32%, o pré-candidato republicano Mitt Romney retomou com sobras a dianteira na luta pela indicação do partido para enfrentar o presidente Barack Obama nas eleições de novembro. O que não quer dizer que sua vida será tranquila daqui para a frente, muito pelo contrário. Gingrich, que ganhara a primária anterior, na Carolina do Sul, já prometeu combater Romney até o fim.
O problema é que, quando ele fala em combater, é usando todas as armas ao alcance da mão, ao arrepio da ética. O que obriga Romney, como na Flórida, a responder na mesma moeda, tornando a batalha tão renhida que o grande risco é, ao invés de atrair, afugentar os eleitores. Principalmente os independentes, que podem definir a eleição. Na última, eles se inclinaram pelo democrata Obama, em detrimento do republicano John McCain. Este, por sinal, apavorado com o nível dos bate-bocas públicos entre os pré-candidatos republicanos (já houve 19), opinou que ?já é hora de parar os debates?.
É impressionante como, no calor dessa batalha fratricida, os dois pré-candidatos republicanos mais destacados fornecem munição para a campanha de Obama mais adiante. Gingrich pinta Romney como um capitalista selvagem que, à frente de uma companhia especializada na compra e reestruturação de empresas, despedia impiedosamente empregados numa época de crise econômica e desemprego elevado. Já Romney bateu no fato de que, depois de renunciar em desgraça ao ser punido pelo Comitê de Ética da Câmara na década de 90, o adversário faturou como lobista da Freddie Mac, gigante do setor de hipotecas atolada até o pescoço na crise imobiliária de 2007/2008, que ainda hoje provoca estragos na economia americana.
Além disso, as propostas de cada um são cada vez mais mirabolantes. Romney prometeu conseguir com que milhões de imigrantes ilegais se ?autodeportem?, sem explicar como seria este milagre. Rejeitaria dar qualquer ajuda oficial aos donos de imóveis assolados pela crise hipotecária, pois, no credo conservador, isso deve ser resolvido pelo mercado.
Gingrich propôs nada menos que construir uma colônia na Lua em oito anos, promover uma rebelião em Cuba e acabar com o imposto sobre ganhos de capital, com o que milionários pagariam ainda menos impostos do que pagam hoje.
A preocupação dos estrategistas republicanos não é só o fato de os pré-candidatos oferecerem de bandeja argumentos à campanha democrata. É também o fato de Romney, enquanto não conseguir se livrar de Gingrich, não poder se dedicar a mirar naquele que deveria ser seu alvo real: o presidente Obama.
Infelizmente, o tom não deverá mudar muito quando o republicano ungido pelo partido se bater contra Obama. Assessores do presidente já adiantaram que a campanha contra ele será, em grande parte, de cunho pessoal. Quem perde é o eleitor, que fica privado do debate de princípios, programas, propostas e ideias.
01 Feb 2012 18:11:09
1) POR DENTRO DO GLOBO ? p. 2 ? Mudanças em ritmo lento
- quase no final: ...que cobravam de Dilma um maior posicionamento em relação à
questão frente ao governo cubano.
Crítica: falta de clareza
Melhor: ...que cobravam de Dilma um posicionamento mais efetivo em relação à
questão frente ao governo cubano.
2) O PAÍS ? p. 3 ? Em choque com o PTB
- O assessor disse que não seria possível esperar até segunda, que o assunto era o
urgente e que ele teria de estar sábado em Brasília.
Crítica: ?o? a mais
Certo: O assessor disse que não seria possível esperar até segunda, que o assunto
era urgente e que ele teria de estar sábado em Brasília.
3) O PAÍS ? p. 3 ? Em choque com o PTB
- Dennucci foi então à capital, onde coube a Diogo informá-lo que fora exonerado, sem
mais explicações.
Crítica: construção inadequada do verbo ?informar?
Certo (menos informal): Ou então: Dennucci foi então à capital, onde coube a Diogo
informá-lo de que fora exonerado, sem mais explicações.
Ou melhor: Dennucci foi então à capital, onde coube a Diogo informar-lhe que fora
exonerado, sem mais explicações.
4) O PAÍS ? p. 4 ? Democracia x capitalismo/Merval Pereira
- ...é preciso trabalhar por uma maior inclusão social e a redução das desigualdades.
Crítica: cacofonia e falta de paralelismo
Melhor: ...é preciso trabalhar por maior inclusão social e redução das
desigualdades.
5) O PAÍS ? p. 4 ? Dilma deve definir sucessor de Negromonte ao voltar de Cuba
- ...um suposto dossiê com processos que familiares de Aguinaldo Ribeiro
responderiam na Justiça.
Crítica: erro de regência no emprego do relativo
Certo: ...um suposto dossiê com processos a que familiares de Aguinaldo Ribeiro
responderiam na Justiça.
6) O PAÍS ? p. 4 ? Dilma deve definir sucessor de Negromonte ao voltar de Cuba
- quase no final: Mas o partido avisou à presidente de que Fortes tinha grande rejeição
na bancada.
Crítica: erro de regência [dois complementos preposicionados / ?avisar? pede dois
objetos: um sem preposição e outro com]
Certo: Mas o partido avisou à presidente que Fortes tinha grande rejeição na
bancada.
Ou então: Mas o partido avisou a presidente de que Fortes tinha grande rejeição na
bancada.
7) OPINIÃO/artigo ? p. 7 ? O cavalo do Spielberg
- ...ir ao cinema para participar da exibição mecânica de um drama que independe de
quem lhe assiste.
Crítica: erro de regência no emprego do pronome pessoal [?assistir?, quando é
igual a ?ver?, não admite o objeto ?lhe?; pede objeto indireto com preposição ?a? +
pronome ?ele?]
Certo: ...ir ao cinema para participar da exibição mecânica de um drama que independe
de quem assiste a ele.
01 Feb 2012 05:00:00
O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, embora há nove anos conte com aliados políticos no poder, continua a reclamar da falta de reforma agrária, de ?avanços sociais? no campo. As invasões de propriedades privadas continuam, e a vida segue sem aparentemente grandes mudanças.
Poderia ser que tudo não passasse de tática de organizações políticas que se alimentam da contestação e da cobrança constantes. Porém, parece haver algo mais, e de extrema gravidade para a organização. Sintomático que um dos dirigentes nacionais do MST, Joaquim Pinheiro, tenha reconhecido um ?descenso? nas atividades do movimento, e culpe como responsáveis pelo mau momento da organização o crescimento do emprego e programas sociais, em que se destaca o Bolsa Família. Tem lógica a análise, mas ela não explica tudo.
Um aspecto a se destacar é que, se o MST não conseguiu a reforma agrária dos sonhos com Lula no poder, será impossível materializá-la numa outra conjuntura política, a não ser que se rompa o estado de direito, como alguns demonstram desejar.
Afinal, dentro do modelo de puro fisiologismo pelo qual o lulopetismo montou equipes de governo nestes últimos nove anos, coube ao MST o privilégio de atuar dentro da máquina do Estado, em aparelhos montados no Incra e no Ministério do Desenvolvimento Agrário.
E com todas as benesses disso derivadas, como a fartura de dinheiro público para financiar, inclusive, ações de atropelamento da própria Constituição. Cenas de Lula com o chapéu da organização e a bandeira do MST desfraldada no gabinete presidencial eram mais que um símbolo. Retratavam uma situação real: o MST, em alguma medida, estava no poder.
Mesmo assim, a reforma agrária não andou, denunciam os militantes sem terra. Mas não foi apenas devido a efeitos colaterais de uma conjuntura de virtual pleno emprego vivida até há pouco tempo pelo Brasil, nem pela conhecida generosidade do assistencialismo público. A própria modernização da agricultura subtraiu do MST e satélites áreas de ?latifúndios improdutivos?, e com isso começou a erodir a razão de ser da proposta de reforma agrária, tema cativo de programas de sucessivos governo há décadas.
Começaram a faltar terras para o MST ? que radicalizou ao se voltar contra propriedades produtivas ? e a escassear massa de manobra. O próprio esvaziamento do campo, decorrente da modernização da economia, atua contra o MST. Restou-lhe mobilizar o lumpesinato de cidades médias e pequenas. Mas a ampliação da oferta de empregos e as bolsas assistenciais completaram o cerco à organização, cuja razão de viver é a crise social. E para alimentar ainda mais os pesadelos de dirigentes sem terra, o crescimento da classe média, conhecida por rejeitar rupturas, conspira contra projetos de poder mais ambiciosos da organização política.
O MST, então, defronta-se com um dilema: insiste num projeto de tinturas revolucionárias e antidemocráticas, de execução impossível, e para o qual depende de ter amigos no Planalto; ou se assume como uma força política legal, sai da semiclandestinidade consentida e tenta obter apoio para seu modelo de Brasil junto ao eleitor. A terceira hipótese é a marginalização, em vários sentidos.
Noticias del Mundo - Diario O GloboDiario O Globo, Opinião, Diarios mundiales, nacionales e internacionales. Periodicos, diarios, semanarios, noticias, gacetillas, medios de comunicacion, portales y sitios en Internet, 01 Feb 2012 05:00:00Guía mundial de diarios y periódicos de todo el mundo, clasificados por países.Todos los periódicos del día. Toda la prensa de hoy.Actualidad del mundo, prensa económica, diarios deportivos, periódicos regionales y diarios locales.Diarios del mundo, nacionales e internacionales. Periodicos, diarios, semanarios, noticias, gacetillas, medios de comunicacion, portales y sitios de noticias. |