05 Feb 2012 16:58:47

Nan Goldin cancela vinda ao Brasil

RIO - A fotógrafa americana Nan Goldin, considerada pelo jornal "The New York Times" como "a mais influente dos últimos vinte anos", cancelou sua vinda ao Rio de Janeiro na noite deste domingo. Nan, que inauguraria a exposição "Heartbeat" no Museu de Arte Moderna (MAM-Rio) na quarta-feira e que planejava fazer algumas fotos pela cidade, informou ao GLOBO que ficará em Boston, nos Estados Unidos, para cuidar de sua mãe, que "está doente".

Apesar do cancelamento da fotógrafa, a organização da exposição "Heartbeat", que tem curadoria de Ligia Canongia e Adon Peres, garante que a mostra continua de pé. A partir das 19h de quarta, no segundo andar do MAM-Rio, ela reunirá 15 fotografias de paisagens impressas em formato médio e os três principais slideshows da artista: "A balada da dependência sexual', "The other side" e "Heartbeat".

Em novembro, o Oi Futuro Flamengo, que patrocina o evento, desistiu de sediar a exposição de Nan por conta do conteúdo de suas fotos. Em seus slideshows, que reúnem fotos feitas entre as décadas de 1970 e 2000, Nan mostra, entre muitas outras cenas, nudez, sexo, drogas e o dia a dia de homossexuais.

05 Feb 2012 16:51:19

Em cruzeiro pela costa brasileira, Roberto Carlos fala sobre CD, amor, TV, internet...

RIO - Uma vez por ano, Roberto Carlos reúne jornalistas e fãs para uma coletiva de imprensa durante seu cruzeiro Emoções em Alto-mar, cujo pacote mais barato custa cerca de R$ 4000 e agrupa três mil fãs. É única oportunidade de ouvi-lo falar sobre os assuntos mais variados. E foi o que aconteceu na tarde deste domingo, com o navio ancorado na Baía de Guanabara, que veio de Santos e segue rumo a Angra dos Reis.

- Quando saio deste navio tenho vontade de chorar. Isso aqui é uma viagem dos sonhos. Não tenho nenhum problema para resolver, porque não é o mundo real.

Durante cerca de 45 minutos, o rei deu pistas sobre o próximo disco, opinou sobre novela, falou de amor e sedução e Michel Teló. Leia abaixo os tópicos dos principais assuntos.

Sobre as especulações do lançamento de seu primeiro disco, "Louco por você", de 1961, que nunca chegou a público.

ROBERTO CARLOS: É mentira o que vêm dizendo sobre isso. Eu não pretendo lançar, pelo menos não agora. Nunca lancei, porque fiquei esperando a tecnologia se desenvolver para melhorá-lo. Eu era um garoto e não acho que o resultado é bom para ir às lojas. Assim que eu tiver tempo, vou me dedicar a encontrar uma solução para ele. Hoje em dia, a qualidade de som dos discos é tão boa, acho ruim lançar uma coisa ruim.

Trabalhos novos a caminho

Tem muito tempo que não gravo em espanhol. Tenho muito repertório para fazer versões. Vamos lançar no início de abril CD e DVD do show que gravei em Jerusalém, que foi o melhor da minha vida.

O último CD inédito foi lançado em 2008. Por que tanto tempo sem lançar um inédito?

Chegou num ponto que eu achei que não deveria lançar um disco por ano. Quero passar a fazer um intervalo de dois ou três anos entre um projeto e outro. Mas não é pela pirataria ou pela internet. É porque sempre quero mais tempo para trabalhar e lançar algo mais caprichado, em vez de lançar muita coisa em pouco espaço de tempo. Mas o novo vai estar pronto até junho deste ano. E tem uma turnê internacional no meio.

iTunes e internet.

Acho maravilhoso esse mundo da internet. Eu ainda componho com lápis e papel, porque acho que me expresso melhor assim. Mas no computador o acesso é imediato. A coisa se propaga de uma maneira surpreendente. Meu próximo disco será lançado de uma maneira diferente das outras que já fiz. Quero estar na internet.

Unanimidade entre pessoas de todas as idades. Por quê?

Nem tento analisar, porque seria complicado. Mas eu gosto disso. E só sei que sei cantar.

Existe possibilidade de uma música para fãs?

Quando falo de amor também incluo as fãs. Ainda não fiz nada específico, mas é uma boa ideia.

O navio usado para o Emoções em Alto Mar, o Costa Pacífico, é o mesmo modelo do Costa Concordia, que naufragou na Itália em janeiro.

Não fiquei receoso de nenhuma forma ao embarcar no Costa Pacífico. Chorei quando li aquelas notícias do naufrágio. Mas sou um homem do mar e entendo um pouco desse assunto. Sei que esses navios são muito seguros.

Novo amor...?

chegando, chegando.

Sedução e Roberto Carlos.

Eu sou seduzido o tempo todo. As pessoas - as mulheres especialmente - me seduzem. E isso me estimula a trabalhar.

Existe chance de o projeto Emoções em Alto-mar navegar mares fora do Brasil?

Meu empresário sempre quer me levar para Grécia, Austrália... E eu sempre peço para ir para Cachoeiro de Itapemirim.

Vaidade, bronzeado e malhação.

Eu estava branquelo antes de vir para o navio e corri para me bronzear. Fico feliz que vocês tenham notado, porque valeu o esforço. Eu me considero marombeiro, mas tenho tido pouco tempo para puxar ferro. E eu adoro.

Durante o cruzeiro, fãs cantaram "Ai, se eu te pego", de Michel Teló para você. Para quem você cantaria?

Para todas vocês.

A pergunta de um dos repórteres "Quem elegeria como sucessor?" provocou vaias e gritos de "Roberto é único!", "Não existe!". Mas ele respondeu com bom humor:

Ainda é cedo para eleger alguém. Ainda tenho muito tempo para pensar nisso. Eu canto e faço música e muita gente faz isso também. Mas cada um faz da sua forma.

Novelas e televisão.

Eu continuo noveleiro. Quando não vejo ao vivo, eu gravo para ver depois. Acho que é uma diversão e fazemos as melhores novelas do mundo.

Biografia lançada sem sua autorização.

É uma invasão de privacidade. Sou o dono da minha história. Ninguém tem que falar da minha vida sem minha autorização. São meus direitos.

Roberto Carlos é o artista mais caro do Brasil atualmente?

Não sei, porque não tenho ideia de quanto os outros cobram.

05 Feb 2012 13:28:55

Adam Lambert desmente rumores sobre ida para o Queen

RIO - Adam Lambert desmentiu os rumores de que sairia em turnê com os músicos remanescentes do Queen. Segundo a imprensa internacional, o cantor, famoso após participar da oitava edição do "American Idol", ocuparia o lugar do vocalista Freddie Mercury, morto em 1991.

Em entrevista recente, Adam teria confirmado que iria encabeçar uma turnê do Queen ao lado de Brian May e Roger Taylor, ex-companheiros de Mercury. No entanto, Lambert disse que se referia à apresentação que o trio fez junto durante o MTV European Music Awards, em novembro.

"Oooh, aqueles repórteres espertos tirando minhas citações de contexto... eu não confirmei nenhuma participação especial. Eu estava falando sobre o EMA", disse o cantor, em seu perfil no Twitter. "Dito isto, estou verdadeiramente lisonjeado por suas gloriosas conclusões, senhor jornalista!", completou, irônico.

Um portavoz do selo do Queen, Hollywood Records, admitiu que ter havido discussões sobre a integração de Lambert à banda, mas nenhum acordo foi oficializado. Em entrevista à revista "Rolling Stone", o representante disse, no entanto, que novas participações não estão descartadas. "Adam pode cantar com o Queen no festival Sonisphere. Mas isso não está confirmado, nada foi assinado", completou.

05 Feb 2012 13:20:56

?O som ao redor? conquista prêmio no Festival de Roterdã

ROTERDÃ - O filme brasileiro ?O som ao redor?, do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, fez bonito em sua premiere mundial e conquistou o Prêmio da Federação Internacional de Críticos, a FIPRESCI, no 41º Festival Internacional de Roterdã, na Holanda, que terminou no último sábado. Foi um ano especial para o cinema brasileiro em Roterdã, já que uma grande retrospectiva de filmes da ?Boca do Lixo? foi programada, com direito a debates e sessões lotadas.

Diretor de curtas premiados em festivais brasileiros, Kleber contava com uma grande expectativa em relação ao seu primeiro longa de ficção, já que o ?O som ao redor? foi desenvolvido com o suporte financeiro do fundo holandês Hubert Bals. E ele não decepcionou ao abordar o cotidiano dos habitantes de um bairro de classe média alta de Recifenos dias de hoje. Espremidos em espigões numa rua pacata cujo terreno pertence ao herdeiro de uma família escravagista, eles veem suas vidas mudarem com a chegada de Clodoaldo (Irandhir Santos, o deputado Fraga de ?Tropa de Elite 2?), chefe de uma equipe de seguranças que oferece seus serviços para ?garantir a paz? no local.

Além de?O som ao redor?, outro filme que contou com o apoio do fundo Hubert Bals e esteve em competição foi o longa ?Sudoeste?, do carioca Eduardo Nunes. Vencedor do prêmio da crítica internacional no Festival do Rio do ano passado e ainda inédito comercialmente no Brasil, o filme estrelado por Simone Spoladore e Dira Paes impressionou sobretudo pela fotografia em preto e branco de Mauro Pinheiro Junior. Mesmo sem ter sido premiado dessa vez, Eduardo e o produtor Patrick Leblanc comemoraram a aquisição dos direitos de exibição nos Estados Unidos por uma distribuidora independente americana.

A disputa pelos Tiger Awards de Melhor Filme envolveu quinze longas de diretores iniciantes, e pela primeira vez na história do Festival os três vencedores foram realizados por mulheres: o chileno ?De Jueves a Domingo?, de Dominga Sotomayor, o chinês ?Jidan heshitou?, de Huang Ji, e o sérvio ?Klip?, de Majas Milos.

A produção da Sérvia foi a que causou mais burburinho durante o evento, pela abordagem um tanto apimentada de um tema bastante atual: a sexualização precoce dos adolescentes, acompanhada da obsessão pelo registro de cada um de seus passos (sexuais ou não) através das câmeras de telefones celulares. Ao final do filme, ao invés do tradicional aviso de que ?animais não foram maltratados durante as filmagens?, o que se lia era que ?menores de idade não participaram de verdade? das inúmeras cenas de sexo, já que a atriz Isidora Simijonovic tinha apenas 14 anos durante as filmagens. Polêmicas à parte, apesar dos excessos típicos de estreante, o filme tem seu valor artístico.

05 Feb 2012 06:36:38

Criolo inaugura lista de grandes shows do Rio de Janeiro em 2012

RIO - O efeito ?Cálice? se fez sentir na madrugada de domingo, no Circo Voador: depois de ter sua recriação do clássico da MPB citada por Chico Buarque em seu show ?Chico?, o rapper paulistano Criolo encarou sua primeira noite de consagração plena no Rio de Janeiro. Mais de três mil pessoas acorreram ao Circo para ver o show em que o artista pôs em desfile o repertório do CD ?Nó na orelha?, uma das unanimidades da música brasileira de 2011. Acompanhado por um octeto (no qual se destacaram o tecladista Daniel Ganjaman, o saxofonista Thiago França e o baixista Marcelo Cabral), Criolo esbanjou ritmo, poesia e coreografia em pouco mais de uma hora de apresentação, que inaugurou a lista de grandes shows do Rio de Janeiro em 2012.

A noite do Criolo abriu em embalo afrobeat com ?Mariô? (dos versos ?não preciso de Mãe Dinah pra saber que é o seu pior?), em performance que o rapper dividiu (como em boa parte da noite) com seu comparsa de palco, o MC Dandan. Xamânico, ele brincou com uma camisa que mostrava Bob Marley jogando futebol (?faz o que você quiser, mas não mexa com o Bob, deixa o Bob aí?) e partiu para a indignada ?Sucrilhos? (?cientista social, Casas Bahia e tragédia / gostam de favelado mais que Nutella?). Teatral por vezes, o rapper evocou a mistura de raças que faz o país (?sou feliz índio, caboclo, cafuzo, criolo sou brasileiro?) e depois partiu para o suingado hit ?Subirusdoistiozin? ? que ganhou dele uma dança e, do público, a aclamação a plenos pulmões.

No reggae ?Samba sambei?, Criolo sacou do cartaz que dizia ?Os mortos de Pinheirinho não me deixam comer? e confessou: até tentou fazer uma composição sobre o acontecido, mas não conseguiu por causa da ?sensação de impotência?. Mantendo-se grave, interpretou o bolero-rock ?Freguês da meia noite? e seguiu com o seu ?Cálice?, a capela. A conclusão natural foi a climática ?Não existe amor em SP?, em que ele gritou, dançou e mais uma vez foi aclamado.

Em mais um momento político da noite, Criolo fez a conexão entre os versos de ?Lion man? (?vamos às atividades do dia: lavar os corpos, contar os corpos e sorrir?) e as mortes dos distúrbios recentes de Salvador. E seguiu seu rap em ?Grajauex?, com metais em brasa e uma citação de ?Rap é compromisso?, de Sabotage, feita por Dandan. No samba ?Linha de frente?, Criolo recebeu no palco o compositor Duani, que tocou cavaquinho. E terminou a primeira parte da apresentação com ?Bogotá?, mais uma vez em clima de afrobeat. Foi uma hora contada de show, em que passou em revista o repertório de ?Nó na orelha?.

Para o bis, Criolo reservou o samba ?4 da manhã? e ?um flashback?, o rap ?Cerol?. Feito isso, ele deu o seu recado (?vergonha prum homem é não ter caráter e se passar por artista!?) e se foi, deixando o público com a sensação de que tinha vivido um momento histórico.

A abertura da noite foi com o trio do baterista paulistano Curumin, que segurou uma onda samba-funk-reggae em canções como ?Compacto?, ?Não adianta? (do Trio Mocotó) e ?Cangote? (da cantora de Céu). De surpresa, o rapper BNegão ajudou Curumin numa releitura de ?Feira de Acari?, clássico do funk carioca do MC Batata.

05 Feb 2012 06:00:00

Apresentadores do ?Muito +? querem modernizar a fofoca na TV

RIO - Foi na web que Adriane Galisteu descobriu o twitteiro Vinícius Gomez e o blogueiro Daniel Carvalho, criador da personagem Katylene, impagável travesti conhecida por seu vocabulário quase impronunciável. Alçados ao posto de coapresentadores do "Muito +", na Band, por sugestão da própria estrela do programa, a dupla agora divide o palco com ela e os jornalistas Lysandro Kapila e Rita Batista. Variado, o time no comando do vespertino assume que a matéria-prima da atração ? o universo das celebridades ? é a mesma de programas como o "TV Fama", da Rede TV!. Mas, em geral, prefere fugir do rótulo de "fofoqueiro".

? A gente bebe na fonte dos precursores no assunto e pode dar a mesma notícia que a Sônia Abrão (concorrente com o seu "A tarde é sua", nas tardes da Rede TV!). Só não faz uma cara de velório depois ? provoca Daniel, de 24 anos, que destaca sua acidez como diferencial: ? Mas é uma ironia boa para quebrar o preconceito que as pessoas ainda têm com os programas da tarde.

Para o criador de Katylene, que já levou a personagem para a tela da MTV ? numa versão tosca e animada ?, todo mundo reclama, fala mal, mas adora um fuxico. Na atração da Band, exibida de segunda a sexta-feira, às 15h45m, ele surge ao lado de Gomez numa bancada para comentar ou criticar as notícias da internet.

? A gente quis modernizar este tipo de programa sem assustar o telespectador da tarde. Mas somos diferentes. Eu sou todo tatuado e o Gomez é gordo, com aquele cabelo... ? descreve.

Carioca de Bangu, Gomez, de 22 anos, se destacou no Twitter, onde caiu nas graças de Adriane e da cantora Preta Gil. Fã de Ivete Sangalo ? tem uma tatuagem na perna com o nome da cantora desde os 15 ?, ele nunca pensou que iria chegar à TV. E trabalhava como atendente na cantina de uma escola antes de ser convidado para o "Muito +".

? Ali eu faço o papel do público e falo tudo o que eu quero. Tenho interesse sobre a vida dos famosos e sempre gostei de ler revistas sobre celebridades ? admite Gomez, que agora se policia para evitar os palavrões por estar no ar ao vivo numa TV aberta.

Tanto ele quanto Daniel garantem ter total liberdade para, inclusive, pegar no pé de Adriane. Vira e mexe, ela passa a ser pauta da própria atração e é sabatinada pelos outros quatro apresentadores.

? O Daniel e o Gomez são osso duro de roer e $sacaneiam quando eu também passo a ser assunto do programa ? observa uma bem-humorada Adriane. ? O programa não tem pretensão. Tanto que a linguagem é bem menos dramática do que a dos outros que abordam o tema. A ideia é ter astral. Seria uma atração de verão, mas acho que vai ficar na grade ? adianta.

Ex-repórter da TV Justiça do Rio, Lysandro, que já deu expediente de terno e gravata antes de trabalhar como redator do "Caldeirão do Huck" por seis anos, agora aposta suas fichas em sua nova função na Band.

? Apesar de ser redator na Globo, eu gravava vídeos para o site do "Caldeirão". Mas agora como apresentador de um programa ao vivo é outra coisa ? compara o carioca, de 31 anos.

Pai de Teodoro, de 1 ano, Lysandro trocou o Rio por São Paulo por conta das gravações diárias do "Muito +".

? Ainda estou digerindo todas estas mudanças. Ali eu represento o homem heterossexual que assume gostar deste material sobre famosos. Esses assuntos são tradicionalmente das mulheres e dos gays. Mas essa última cota já está preenchida pelo Daniel e o Gomez ? observa Lysandro.

O universo das celebridades também é novidade para a baiana Rita, de 32 anos, conhecida pelas transmissões do carnaval de Salvador na Band. Contratada do canal há dois anos, ela apresentava o "Boa tarde Bahia" antes de ganhar espaço na rede.

? Não estou ali para fazer fofoca. A minha função é comentar os assuntos do dia ? garante Rita.

Antes do "Muito +", a baiana jura que só folheava revistas sobre famosos no salão ou na sala de espera do dentista.

? Não vim inocente para cá. O mercado da fofoca gira em torno de muita gente, que gera e que propaga a notícia. Procuro tratar tudo com respeito ? diz ela.

05 Feb 2012 05:55:00

Nelson Rubens, do ?TV fama?, é o veterano da fofoca eletrônica

RIO - Impossível pensar em fofoca na TV e não lembrar do homem que cunhou (e popularizou) os bordões "Ok, ok! Vou destilar o meu veneno" e "Eu aumento, mas não invento". Jornalista especializado em celebridades, como prefere dizer, Nelson Rubens, apresentador do "TV Fama", não gosta de ser chamado de fuxiqueiro ou de qualquer outra coisa do gênero.

? Jornalista é jornalista em qualquer mídia. Fofoca é aquela notícia que ainda não se tem a confirmação oficial. Quando falo "Vou destilar o meu veneno", o que quero dizer? É que aquilo que eu vou contar foi muito bem apurado, checado, destilado, para que o público já possa confiar e ficar aguçado pela informação. Até porque, a minha língua não é alugada. Faz parte da minha cabeça ? afirma Nelson, por e-mail.

Ele comenta ainda o fato de o "Muito +" beber na mesma fonte do "TV Fama".

? Pode beber desde que não acabem sujando a água ? brinca, dizendo não ter opinião formada sobre a atração da Band: ? Não acho nada. Quem escolhe e acha é o público. Lembrando que o "TV Fama" é exibido no horário nobre, às 19h50m. O nosso formato é o de um telejornal. Tem outro ritmo. Não é uma sala de espera.

05 Feb 2012 05:04:00

Antonia Pellegrino estreia como apresentadora no ?Starte?, da Globo News

RIO - Lá pelo meio da entrevista com Antonia Pellegrino, ela faz um comentário típico de quem não está acostumado a aparecer na TV.

? Estou adorando o trabalho, que é pesado. Tenho que pensar em pautas, estudar os entrevistados, elaborar as perguntas... E, , tem que fazer a unha toda semana! Essa parte do salão pesando ? diz, rindo, a escritora e roteirista, que, a partir da próxima terça-feira, às 23h30m, faz sua estreia em frente às câmeras no ?Starte?, da Globo News. Ela assume o papel da titular Bianca Ramoneda ? que está de licença-maternidade ? e vai comandar uma temporada de 13 episódios da atração voltada para o jornalismo cultural.

Com uma carreira variada, que inclui blog, livros, roteiros de cinema e TV, além de colaborações para revistas, Antonia não teve dificuldade para se acostumar com o universo dos bastidores de um programa. Logo de cara, sua maior preocupação foi com o conteúdo: queria que a temporada tivesse um tema que se sustentasse por si só e sugeriu à emissora que produzissem episódios sobre o contemporâneo na cultura. Depois de muito pesquisar e pensar, ela só se deu conta da parte mais difícil na hora de rodar a primeira entrevista:

? Estava tão ligada em estudar os assuntos que, quando fui para a gravação, me dei conta de que não tinha pensado sobre a linguagem de televisão. Fiquei em pânico com essa relação do olhar para a câmera. Assisti ao material e achei horroroso. Então, fiz um trabalho intenso com a fonoaudióloga e conversei com a equipe técnica. Agora, já está natural, não dá mais medo.

Adaptar-se não é novidade para a carioca de 32 anos. Neta do escritor Hélio Pellegrino, ela começou a escrever num blog. A partir daí, foi convidada a participar de coletâneas e antologias. Mas se engana quem pensa que a literatura foi sua grande influência familiar. Desde criança, seu interesse era na televisão. A mãe, Sonia Soares, é figurinista da TV Globo há muitos anos e, por isso, a menina se acostumou a viver entre sets e câmeras desde pequena. Mas a esperada experiência com os roteiros acabou vindo só depois, em consequência dos trabalhos literários.

? Sempre quis escrever para TV, mas, quando fui entrar na faculdade, a única de Cinema ficava na UFF. Eu morava ao lado da PUC e fiquei com preguiça (risos). Entrei para Jornalismo, mas logo desisti e acabei arranjando um estágio de assistente de direção na Globo. Fiquei dez meses e foi ótimo para conhecer o universo, mas eu não era boa naquilo, não queria dirigir ? lembra.

Foi mais ou menos nessa época em que o blog de Antonia, ?Inveja de gato?, apareceu com mais força. Havia, segundo ela, uma onda forte de novos escritores se unindo e um olhar atento das editoras para o mundo virtual. Os convites literários começaram a aparecer até que, por meio de um deles, ela conheceu a poeta Lélia Coelho Frota, mãe do autor João Emanuel Carneiro. Antonia ficou amiga do escritor, que a convidou para atuar como pesquisadora de sua primeira novela, ?Da cor do pecado?, de 2004. Embalada pela experiência, ela ganhou um empurrãozinho da mãe, que mostrou seus textos a Miguel Falabella, e foi chamada por ele para colaborar nos roteiros de ?A lua me disse?, em 2005.

? Essas foram minhas escolas na TV. No início do trabalho com o João, durante um ano, só havia eu e ele. E ele é muito rigoroso, dedicado, CDF. Então, foi maravilhoso. Já com o Miguel foi legal aprender um método completamente diferente. O João é muito focado na escaleta e na estrutura da história; o Miguel, mais nos diálogos e nas cenas ? conta Antonia, cuja parceria com Miguel segue firme e forte: ela é, atualmente, uma das colaboradoras de ?Aquele beijo?.

De lá para cá, a carreira de roteirista só foi ganhando mais corpo. Em 2011, Antonia foi coautora do filme ?Bruna Surfistinha?, assinou um episódio da série ?Amor em quatro atos?, da Globo, e levou ao ar sua primeira série totalmente solo: ?Oscar Freire 279?, exibida pelo Multishow. A atriz Maria Ribeiro, que trabalhou com Antonia no projeto e é sua amiga, acredita que a roteirista é um talento raro de se ver.

? Nós nos conhecemos na PUC, fazendo aula de documentário, há uns 15 anos. A Antonia está nesta leva dos que vieram para ser os grandes autores de daqui a dez anos. Ela tem uma coisa moderna, um olhar de 2012, sabe? ? elogia Maria, que aposta no bom desempenho da amiga em frente às câmeras: ? Ela é muito segura e franca. Na PUC, ela sempre fazia as perguntas mais corajosas, aquelas que todos os outros ficavam cheios de dedos para fazer.

Aproveitando a experiência da nova apresentadora com a sétima arte, a atração já começa com um ciclo de quatro episódios sobre cinema. Na estreia, ela entrevista o diretor de documentários Eduardo Coutinho. Alguns dos próximos programas serão ainda sobre música clássica, artes plásticas fora do museu e os multiartistas. Para Bianca Ramoneda, a escolha da substituta não poderia ter sido mais acertada:

? Já conhecia a Antonia porque ela é casada com o Francisco (Bosco, escritor), meu amigo de Cep 20.000 (grupo de poesia) há tempos. Nunca trabalhamos juntas, mas frequentamos os mesmos lugares e temos amigos em comum. Fiquei muito feliz quando soube que ela tinha sido escolhida. Acho importante que seja uma pessoa do meio, que trabalhe com arte ? opina.

Depois do ?Starte?, Antonia também terá direito a sua própria licença-maternidade. Grávida de cinco meses, ela espera o primeiro filho. Acostumada a acumular mil trabalhos ao mesmo tempo, ela já está imaginando como será a vida de mãe.

? O dia em que fui encontrar a Eugenia (Moreyra, diretora da Globo News) para fechar tudo foi o mesmo em que estreou ?Aquele beijo? e o mesmo em que descobri que estava grávida! Foi em 17 de outubro. Quero curtir este início de ficar com o bebê. É um momento único, quero poder não trabalhar. Depois tem que ver. Nunca fiquei seis meses sem trabalhar na vida ? conta.

05 Feb 2012 05:00:00

Aos 16 anos, Alice Wegmann se destaca em ?A vida da gente?

RIO - Quando entrou para o elenco de "A vida da gente", a atriz Alice Wegmann, de 16 anos, sabia que seu papel era relativamente pequeno. Em cena, ela encarna Sofia, uma adolescente em conflito com a mãe, a rigorosa treinadora Vitória (Gisele Fróes). No entanto, o jogo mudou. Sofia, que também se dedica ao tênis, rompeu com os laços maternos e passou a ser orientada por Ana (Fernanda Vasconcellos). E, no meio de tudo, ainda se aproximou da até então desconhecida irmã Alice (Sthefany Brito). Para a jovem, a reviravolta e o aumento de cenas veio em ótima hora.? Antes da novela, só havia passado por "Malhação". Minha personagem, Andrea, era bem diferente da Sofia, que é mais reservadinha e doce. No início, eu nem sabia que teria tanta trama. Foi uma surpresa quando vi chegar esta quantidade de capítulos para mim. Muitas novelas precisam de uma vilã que mata ou empurra alguém da escada. Mas "A vida da gente" é real, leve e gostosa. É de verdade ? comemora a atriz.

Nos capítulos mais recentes, a personagem de Alice enfrentou nas quadras a tenista Cecília (Polliana Aleixo), pupila de Vitória. No embate, Sofia levou a pior. Já nos bastidores, diz a atriz, a relação com sua mãe na trama é excelente.

? Quando terminávamos de gravar momentos mais fortes, a Gisele me via chorando por causa da cena e me dava um abraço, dizia que nunca faria isso comigo. Quando compete com a Cecília, a Sofia fica nervosa porque, apesar de ter se livrado do peso da relação com a mãe, não gosta de vê-la torcendo por outra ? conta Alice, que já praticou tênis e foi ginasta federada: ? Sempre fui do esporte. Só parei com a ginástica olímpica porque me machuquei e poderia ter que passar um mês no gesso e na cadeira de rodas. Mas com a novela voltei a treinar tênis!

As cenas mais emotivas, ao lado de Sthefany Brito, ainda vão render bastante, segundo a atriz:

? Por mais que Alice tenha sido abandonada por Vitória e depois adotada, Sofia se identifica com ela por também ser rejeitada pela mãe. Elas duas e Ana vão formar um trio de amigas, que conversam sobre as coisas da vida ? adianta.

E essas "coisas da vida" também interessam a Alice. Fã da escritora Martha Medeiros e "totalmente conectada" a redes sociais como o Twitter, a atriz mantém um blog no qual publica textos escritos por ela mesma, o Unwritten:

? Sempre gostei muito disso. Tem dias em que surge na minha cabeça uma ideia e aí escrevo.

05 Feb 2012 05:00:00

Chico Pinheiro leva seu estilo inconfundível às manhãs da Globo

RIO - Ao chegar à Rocinha, Chico Pinheiro logo se mostra íntimo do lugar, escolhido por ele como cenário da entrevista para a Revista da TV. Enquanto anda pelo morro, o apresentador do "Bom dia Brasil", da TV Globo, e do "Sarau", da Globo News, conversa com os moradores, acena, aponta lugares, faz críticas.? O que motiva na profissão é a paixão pela notícia, que é feita de pessoas. Eu adoro gente! ? empolga-se, caprichando na entonação.

Chico conheceu a Rocinha, na Zona Sul do Rio, durante a pacificação da comunidade, em novembro do ano passado. Na época, pediu à direção do "Bom dia Brasil" para ir até lá: queria ouvir o que os moradores tinham a dizer. Ele não consegue ficar limitado aos estúdios. Atualmente um âncora, embora rejeite esse título, Chico insiste que é apenas um repórter apresentando um jornal. ? Não tenho esta importância, nem esta ambição. Eu me interesso pela vida de gente simples. Acho que o Brasil tem uma dívida social horrorosa. No caso da Rocinha, queria ser um intérprete dos anseios dos moradores. Mostrar o sofrimento, as lutas, as queixas. Não suportava ficar vendo a situação através de um telão. Eu tinha que estar aqui. Afinal, é isso que a gente leva para o estúdio: vivência e ousadia ? ensina.

Talvez ousadia seja uma palavra que se encaixe bem no perfil de Chico, 58 anos de vida e 41 de profissão. Gaiato, expansivo e vivaz, ele foge do padrão de comedimento que prevalece entre os colegas de profissão. A começar pela voz, vigorosa.

? Tem gente que acha que eu grito porque falo para fora. Não tenho aquela voz empolgante de apresentador. Nem sou das figuras mais belas da TV ? diverte-se, fazendo graça quando perguntado se já precisou baixar o tom: ? Tenho problemas de audição, não escuto direito.

E quando o jornal entra no ar, de segunda a sexta-feira, às 7h30m, Chico já está no pique ? ele acorda às 4h30m e vai direto para o trabalho. Para o jornalista, o formato do matutino permite informalidade. Por isso, não hesitou em usar o bordão "Graças a Deus, é sexta-feira", trazido do "SPTV", telejornal local de São Paulo no qual ficou por 14 anos. Parafraseando os versos de Carlos Drummond de Andrade ? "Eu preparo uma canção que faça acordar os homens e adormecer as crianças" ? em "Canção amiga", Chico diz que quer acordar o interior das pessoas.

? Meu "bom dia" é vibrante, do tipo "o dia já vai alto, vamos acordar, trabalhar. A-cor-dar (fala, separando as sílabas) tem a ver com o coração, cor, em latim. É isso, é colocar o coração para fora, viver ? filosofa.

Mas é verdade que a espontaneidade do jornalista deixa Renata Vasconcellos, sua parceira na bancada, sem graça. Como na sexta-feira, 13 de janeiro, em que deu parabéns para a mãe da apresentadora, ao vivo.

? Renata se surpreende com a barulheira, mas ri. Ela é um doce, elegantérrima, educadíssima. Somos $"A bela e a fera", a bela e o monstro. Mas sabia que ela tem até sambado ultimamente? Pois é, estou levando a Renata para o samba ? gaba-se.

Segundo a jornalista, o parceiro de telejornal tem uma alegria que faz bem. Ainda mais de manhã.

? Ele segue alguns rituais. Antes de entrar no ar, pega a minha mão e olha nos olhos. Diz que é para dar energia boa. Ele se sente em casa ? afirma ela.

E não só ali. Tendo a música como uma das grandes paixões, Chico fica à vontade no "Sarau", atração musical da Globo News, no ar às sextas, às 23h30m.

? Já apresentei mais de 400 programas. Levo gente que gosto, que acho que representa algo na nossa música ? conta.

Embora um entusiasta das composições clássicas ? e admirador da obra do barroco Johann Sebastian Bach ?, Chico é fascinado pelo samba, que considera "o canto do povo". O interesse pelo assunto cresceu mais ainda quando foi requisitado para apresentar o carnaval de São Paulo, na Globo, há dez anos.

? Eu, como mineiro, disse que sabia narrar procissão. E, se a gente pensar, é a mesma coisa. Vão mudar os santos e as fantasias, mas a dor que se narra é a mesma. Porque a dor do povo e a dor de Cristo são a mesma ? compara.

A partir daí, começou a visitar barracões, conheceu as escolas, as baianas, ficou íntimo dos sambistas. Até que, há cerca de quatro anos, foi chamado para o carnaval do Rio, no qual é um dos comentaristas da Globo. Este ano, ele também vai produzir matérias para o "Bom dia Brasil":

? O samba é um fenômeno, um jeito de contar as dores e amores. Sou apaixonado pela Portela e visceralmente mangueirense, o que me faz muito feliz.

Nascido em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Francisco de Assis Pinheiro se mudou para Minas ainda bebê. A carreira começou em Belo Horizonte, onde viveu até os 38 anos. Antes, aos 24, foi contratado pela Globo para ser chefe de reportagem e nem pensava em aparecer no vídeo. A oportunidade surgiu quando teve que substituir um colega.

? Tive que entrevistar o Ulysses Guimarães e, sem saber como fazia, comecei a conversar com ele. E é isso que faço até hoje, eu converso com as pessoas ? ressalta Chico, que já passou pelo "Bom dia São Paulo" e, desde 1998, apresentava o "SPTV".

Em setembro de 2011, o jornalista deixou a capital paulista para assumir a bancada do "Bom dia Brasil" no lugar de Renato Machado, atualmente correspondente em Londres:

? Fui pego de surpresa, mas não tive como recusar.

Os dois, inegavelmente, possuem perfis bastante diferentes: deixou o estúdio o estilo mais formal de Renato e entrou o jeito mais despojado de Chico. Seria esta uma tentativa de aproximar o jornal da classe C?

? Eu falo para todas as classes. Isso, para mim, é uma tentativa frustrada de dizer que nosso jornal está baixando o nível ? afirma Chico.

A estada no Rio, ele conta, tem trazido lembranças da infância, como as visitas à casa de um tio, na praça Saens Peña, na Tijuca, e os dias com a família em praias como as do Flamengo e de Ramos. Para o jornalista, que costuma dizer que é "gaúcho de nascimento, mineiro de formação e paulista de coração", o Rio paira:

? Aqui, nós, mineiros, sentimos um cheiro de mar, de festa, de férias. Se as montanhas mineiras nos limitam, o mar no horizonte carioca nos faz querer extravasar ? comenta ele, que se mudou para a cidade com a mulher, a produtora Leda Rielli, com quem está casado há dois anos e meio.

Em Minas e São Paulo ficaram os cinco filhos do jornalista, de dois casamentos diferentes: Ana Catarina, 30, Beatriz, 19, os gêmeos Clarissa e Pedro, 10, e Marcelo, 6 (os três mais jovens do relacionamento com a jornalista Carla Vilhena). Chico lamenta não estar mais perto da cria, com quem passa fins de semana.

? Se não sou fisicamente presente o tempo todo, quando estou com eles me entrego ? diz ele, que tem aprendido cada dia mais sobre o universo das mulheres: ? Temos que atentar para a dimensão feminina, do cuidado, da ternura. Macho não presta. Adoro a mulher no poder ? atesta.

Sentado em um bar na Rocinha, Chico é capaz de passar a tarde toda conversando. Só retruca quando perguntado se é um boêmio:

? Eu gosto da vida, de celebrar. A música faz isso, o vinho faz isso. Carpe diem. Aproveite o dia.

 

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